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Campanha Junho Violeta para a prevenção de ceratocone

Doença tem como característica o encurvamento e o afinamento progressivos da córnea

Coçar os olhos. Ato inofensivo, certo? A resposta é não e pode prejudicar a visão. Com esse mote, acontece neste mês a campanha Violet June (Junho Violeta), iniciativa que visa a prevenção do ceratocone, doença caracterizada pelo encurvamento e afinamento progressivos da córnea, que tem como um dos fatores associados o hábito frequente de coçar ou esfregar os olhos. A ação conta com o apoio do Grupo H.Olhos, um dos maiores centros oftalmológicos do Brasil, e de entidades como o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO).

 

Entenda o que é o ceratocone 

Doença congênita, ou seja, a pessoa já nasce com a predisposição a desenvolvê-la, o problema acomete entre 0,5% e 3% da população mundial e pode levar ao desenvolvimento de altos graus de astigmatismo e miopia, comprometendo a visão.

“Alguns estudos indicam que o ceratocone pode estar relacionado a mudanças físicas e bioquímicas no tecido corneano. Entretanto, é importante destacar que aproximadamente um terço dos pacientes tem alergia ocular, com consequente coceira nos olhos. O ato de coçá-los com frequência está diretamente ligado ao afinamento da córnea, uma das características da doença”, explica Myrna Serapião, especialista em córnea do H.Olhos.

A córnea normal tem um formato arredondado, quase esférico, o que faz com que as imagens sejam focalizadas corretamente. Com ceratocone, ela sofre uma deformação progressiva, com sua resistência e elasticidade alteradas, deixando-a mais fina e com formato cônico, por isso, o nome da doença.

“Muitos pacientes não percebem o ceratocone em seu início, quando a córnea começa a se curvar. Por este motivo, a campanha Junho Violeta é extremamente importante para disseminar o conhecimento e incentivar uma postura de atenção da população com a saúde ocular. Educar as pessoas para que procurem auxílio médico não só quando o problema vem à tona é essencial para garantir a boa visão”, destaca a oftalmologista do H.Olhos.

 

Tratamento 

A doença possui quatro fases e diversos tratamentos, a depender da gravidade. Na fase inicial, a visão pode ser corrigida com o uso de óculos. No estágio moderado, com o uso de lentes de contato específicas para ceratocone ou com o implante de anel intracorneano, no caso de intolerância às lentes.

Outra opção de tratamento é o procedimento conhecido como crosslinking. Neste processo, o uso de colírio de vitamina B2, associado à luz UVA emitida por uma fonte, aumenta a ligação das fibras de colágeno da córnea, o que a enrijece, evitando a progressão da doença.

Nas etapas mais avançadas, o tratamento baseia-se no transplante de córnea, que é a cura definitiva para o ceratocone.

Fonte: https://universovisual.com.br/secaodesktop/noticias/369/campanha-junho-violeta-para-a-prevencao-de-ceratocone

Tags: #ceratocone, #junhovioleta, #superfícieocular, #oftalmologia

A importância do piscar de olhos

Muitas frases são usadas mencionando os olhos e a visão. Mas porque?

Talvez porque 85% do nosso contato com o mundo ocorre pela visão.

 

O ato de “piscar” – fechar e abrir rapidamente os olhos – o movimento das pálpebras, que ocorre normalmente de forma involuntária, tem importância fundamental para a nossa saúde ocular. O piscar é responsável pela distribuição da lágrima sobre a superfície ocular, contribuindo com a integridade da córnea e conjuntiva.

O filme lacrimal protege a superfície ocular da influência ambiental e minimiza danos decorrentes à exposição. Cada espécie animal tem um ritmo de piscar.

 

O ser humano pisca em média 20 vezes por minuto.

Considera-se piscar involuntário, o que ocorre espontaneamente e o voluntário, o que depende da vontade do indivíduo. O piscar involuntário é dividido em piscar espontâneo, que ocorre, em intervalos constantes e em reflexo, que ocorre em resposta a um estímulo externo da córnea.

 

O piscar involuntário dura em média 200 milésimos de segundo, sendo influenciado por inúmeras condições, como luminosidade local, temperatura, velocidade das correntes de ar, patologias oculares e pelo nível de atenção.

O ato de piscar ritmado e completo, é importante para eliminar corpos estranhos, distribuir e manter o filme lacrimal.

O piscar é dito completo, quando a pálpebra se fecha totalmente, ocultando o bulbo ocular; por outro lado, o piscar é chamado incompleto quando esta oclusão ocorre parcialmente.

Durante o ato de piscar, a transmissão de informações visuais é interrompida, assim como não há a entrada de luz nos olhos.

Ao piscar, algumas atividades cerebrais são interrompidas. Por essa razão, a pessoa não consegue notar que momentaneamente ficou em um total escuro.

O ato de piscar possui ainda outra função: a de preparar a mente humana para uma nova tarefa. Segundo os pesquisadores, o ato de piscar seria como uma pausa para renovar a atenção e aconteceria em momentos oportunos, como ao final de uma frase.

#clinicabordin #bordinoftalmologia

Bibliografia consultada:

  • Takahagi RU, Gonçalves F, Yamamoto RK, Viveiros MMH, Schellini AS, Padovani CR. Ritmo de piscar em portadores de pterígio antes e após a exérese. Arq. Bras. Oftalmol. 2008 ; 71: 381-384.

  • Kara-José N; Rangel FF; Panetta H; Barbosa NLM. Alterações corneanas devidas a oclusão palpebral incompleta durante o sono. Rev Bras Oftalmol . Rio de Janeiro, 2008; 39:37-48.

  • https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/o-ato-piscar.htm

Autoria: Regina Carvalho e Dr Newton Kara José

Fotografia: “Blink” – Bob Orsillo

Entenda mais sobre a Catarata

Respondemos as 25 perguntas mais frequentes.

 

 

1. O que é Catarata? O termo “catarata” é dado para qualquer tipo de perda de transparência do cristalino, lente situada atrás da íris (Figura), seja ela congênita ou adquirida, independente de causar ou não prejuízos à visão. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a catarata é responsável por 47,8% dos casos de cegueira no mundo, acometendo principalmente a população idosa.

 

Então, o que é uma pele que recobre o olho? A “pele” que recobre o olho externamente e que muitos confundem com a catarata é chamada de Pterígio, que, na verdade, é uma degeneração da conjuntiva e pode ter ou não indicação cirúrgica.

 

2. Quais são as causas da catarata? A catarata é uma doença multifatorial e pode ser congênita ou adquirida. A causa mais comum da catarata é o envelhecimento do cristalino que ocorre pela idade, denominada de catarata senil. Porém também poderá estar associada a alterações metabólicas que ocorrem em certas doenças sistêmicas, (ex. Diabetes Mellitus), oculares (ex. uveíte), tabagismo, alcoolismo, secundária ao uso de certos medicamentos (ex. corticoides) ou a trauma ocular (contuso, perfurante, por infravermelho, descarga elétrica, radiação ultravioleta, raios X, betaterapia ou queimaduras químicas graves).

 

3. A catarata acomete sempre os dois olhos? A catarata pode acometer apenas um, ou ambos os olhos, dependendo de sua causa. A catarata relacionada à idade, doença sistêmica ou ao uso de corticosteroides sistêmicos, geralmente é bilateral e assimétrica, ou seja, pode estar mais avançada em um dos olhos. Poderá ser unilateral se for secundária a doença ocular, ou ao trauma do olho acometido.

 

4. Quais são os sintomas da catarata? Na maioria das vezes a catarata não pode ser diagnosticada a olho nu e nem mesmo é percebida facilmente pelos próprios portadores da catarata nas suas fases iniciais. Os principais sintomas da catarata são: sensação de visão embaçada, alteração contínua da refração (grau dos óculos), maior sensibilidade à luz, espalhamento dos reflexos ao redor das luzes e percepção que as cores estão desbotadas. Geralmente há uma piora da miopia com redução da visão em baixo contraste e baixa luminosidade principalmente para longe, comparativamente à visão para perto. Somente o oftalmologista poderá solicitar os exames necessários para a confirmação do diagnóstico, bem como, indicar o melhor procedimento cirúrgico para tratamento.

 

5. Há alguma medida preventiva para evitar que a catarata se instale?Não há como evitar a predisposição genética e nem o envelhecimento do cristalino. Porém, algumas medidas preventivas podem ser realizadas visando reduzir alguns fatores de risco para o desenvolvimento da catarata. Reduzir o tabagismo proteger-se contra a radiação ultravioleta (principalmente UVB) e traumas, controlar o Diabetes Mellitus, e evitar o uso de corticoides são cuidados que podem ser eficazes na prevenção da catarata. É fundamental ter consciência dos perigos da automedicação.

 

6. Existe Algum tratamento clínico para a catarata? Não, o único tratamento eficaz para a catarata é a cirurgia.

 

7. Apenas pessoas idosas precisam ser submetidas à cirurgia de catarata? A recomendação de tratamento cirúrgico para portadores de catarata não está relacionada à idade do paciente e sim ao seu comprometimento visual. Qualquer portador de catarata deve ser submetido a cirurgia desde que tenha sua capacidade ocular prejudicada pela doença e apresente condições de recuperação pós-cirurgia.

 

8. Existe cura para a catarata? Sim, a deficiência visual causada pela opacificação do cristalino pode ser revertida com tratamento cirúrgico, no qual a lente natural opaca é removida e substituída por uma lente artificial transparente, chamada de lente intraocular.

 

9. Em que consiste a cirurgia de catarata? A cirurgia da catarata consiste da remoção do cristalino opaco e sua substituição por uma prótese transparente (lente intraocular) para possibilitar melhor passagem dos estímulos luminosos para o interior do olho e é denominada facectomia com implante de lente intraocular.

 

10. A cirurgia de catarata é muito arriscada? A cirurgia de catarata é a cirurgia mais realizada na oftalmologia e foi uma das técnicas cirúrgicas que mais evoluiu nas últimas décadas. Há pouco mais de 30 anos, era realizada sob anestesia geral, a catarata era removida através de uma incisão ampla, seguida por implante de lente intraocular rígida e múltiplas suturas do globo ocular. Atualmente, a incisão é de cerca de dois milímetros, a catarata é emulsificada (fragmentada) em pequenos pedaços e aspirada por um aparelho chamado de facoemulsificador e a lente intraocular é dobrável. A incisão de pequeno tamanho e arquitetura auto selante, geralmente, dispensa a utilização de suturas. Trata-se de um procedimento microscópico de alta complexidade, é muito seguro, porém, como qualquer procedimento invasivo, não é isento de riscos. A tecnologia atual e a experiência do cirurgião reduzem significamente esse risco. A saúde geral e ocular do paciente, bem como sua história familiar, são fatores que influenciam diretamente o resultado cirúrgico. Além disso, é fundamental que o paciente siga as orientações pré e pós operatórias de seu oftalmologista para minorar os riscos.

 

11. Como posso ter certeza se é o momento certo para operar a catarata ou se posso esperar mais alguns anos? Na técnica cirúrgica antiga, denominada extracapsular, em que se removia a catarata sem fragmentá-la, havia o consenso de se aguardar a catarata evoluir (amadurecer) para se indicar a cirurgia, pois o procedimento era mais invasivo e sua recuperação mais prolongada, com maiores riscos para o paciente. Com o advento da facoemulsificação, houve uma mudança nesta abordagem, evitando-se que a catarata chegue a um estado muito avançado, pois a sua rigidez dificultará a sua aspiração, aumentando o risco de complicações cirúrgicas e o tempo de recuperação pós-operatório. A indicação mais frequente da cirurgia de catarata é o desejo, por parte do paciente, de enxergar melhor. Entretanto, em determinadas circunstâncias, pode ser necessário partir do oftalmologista a indicação, visando tratar ou evitar complicações decorrentes da presença do cristalino doente, opaco e/ou de volume aumentado, ou ainda para possibilitar a avaliação e tratamento de doenças da retina e do nervo óptico.

 

12. Devo operar os dois olhos simultaneamente ou um de cada vez? O intervalo de tempo entre a cirurgia de catarata do primeiro para o segundo olho varia muito conforme o cirurgião, porém, existe, de um modo geral, um consenso de se evitar a realização da cirurgia de catarata bilateral simultânea. O resultado do primeiro olho poderá servir como base para melhor programação da próxima cirurgia.

 

13. A cirurgia de catarata pode ser realizada em Clínicas Oftalmológicas? A cirurgia de catarata é realizada sob anestesia local e geralmente se realiza uma sedação para proporcionar maior conforto ao paciente. A anestesia é sempre realizada por um médico anestesista, que também realizará o acompanhamento clínico do paciente durante o procedimento, com monitorização cardíaca e oximetria de pulso. A cirurgia poderá ser realizada em clínicas desde que estas ofereçam infraestrutura adequada para que o anestesista trabalhe com segurança e facilidade de transporte adequado para remoção rápida em casos de intercorrências emergenciais.

 

14.Como posso saber se o médico que irá me operar está realmente qualificado? O primeiro passo é saber se o cirurgião é de fato um especialista nesta área. Para isso, é possível consultar a lista de membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Catarata e Refrativa (BRASCRS). Também é importante ter referências de amigos ou parentes que tenham sido operados por este oftalmologista e, além disso, conhecer o local em que seu médico costuma operar. A confiança é fundamental para o sucesso do tratamento.

 

15. Que tipo de anestesia é usada na cirurgia de catarata? A anestesia é local podendo ser realizada somente com gotas anestésicas, ou através da injeção de pequena quantidade de anestésico local na região inferior da órbita, técnica denominada bloqueio peribulbar, onde o globo permanece sem movimento e sem sensibilidade. O paciente pode se manter lúcido ou ligeiramente sedado. A anestesia é sempre realizada por profissional habilitado, médico anestesista, que também é o responsável pelo acompanhamento clínico do paciente durante o procedimento, com monitorização cardíaca e oximetria de pulso ao longo da cirurgia. Nos casos de catarata em crianças ou adultos com dificuldades de controle dos movimentos ou de compreensão, a anestesia deve ser geral.

 

16. A cirurgia de catarata é realizada com LASER? Na técnica moderna desta cirurgia, o laser de femtossegundo pode ser usado para realizar alguns passos da cirurgia, como a confecção das incisões, a retirada de uma parte da membrana que envolve o cristalino e a fragmentação da catarata, mas a aspiração dos fragmentos será realizada através do facoemulsificador.

 

17. É verdade que a cirurgia de catarata é um procedimento simples e que pode ser realizada em poucos minutos? A cirurgia da catarata não é um procedimento simples. De fato, o avanço dos equipamentos e das técnicas possibilitaram a redução no tempo de cirurgia da catarata, porém trata-se de um procedimento complexo, cuja curva de aprendizado é longa. O cirurgião deverá ter a habilidade de operar olhando através de um microscópio de alta definição, com instrumentos delicados em ambas as mãos que são usados na manipulação da catarata e com pedais de controle do facoemulsificador e do microscópio, um em cada pé. O aparelho facoemulsificador possui diversos parâmetros que deverão ser ajustados conforme a experiência e técnica utilizada pelo cirurgião e dependendo do grau da catarata a ser operada.

 

18. Tenho miopia. A cirurgia de catarata resolverá este problema também? Atualmente a cirurgia da catarata tem o potencial de corrigir o grau de olhos míopes, hipermetropes e astigmatas através das modernas lentes intraoculares. Porém temos que ressaltar que esta correção vai depender de múltiplos fatores como a técnica cirúrgica, cicatrização do paciente e principalmente o cálculo dos implantes intraoculares.

 

19. Qual é a melhor lente intraocular disponível atualmente? O oftalmologista saberá indicar o melhor tipo de lente intraocular para cada caso.

 

20. A lente intraocular pode se deslocar depois de implantada? Em situações normais, o deslocamento da lente intraocular é algo muito raro. Existem casos em que esse evento tem mais chances de ocorrer, e seu oftalmologista deverá lhe orientar sobre o assunto.

 

21. Após a cirurgia é preciso usar óculos? É necessário entender a diferença entre independência dos óculos e eliminação total do grau. Mesmo com independência, pode haver necessidade de utilização de óculos para determinadas atividades. Além disso, características pessoais, oculares e das lentes intraoculares recomendadas para cada situação interferirão na maior ou menor independência dos óculos.

 

22. Quais exames preciso fazer antes da cirurgia? As orientações específicas quanto aos exames clínicos e oculares serão fornecidas pelo oftalmologista responsável.

 

23. Quais são os cuidados que devo ter no pós-operatório? – Modo correto de utilização dos medicamentos:

  • Modo correto de utilização dos medicamentos

  • Usar a visão logo após operar a catarata

  • Tempo de repouso

  • Lavar a cabeça

  • Retorno às atividades

  • Praticar esportes após a cirurgia, etc.

As orientações sobre os cuidados pós-operatórios são específicas para cada caso e serão fornecidas pelo oftalmologista responsável.

 

24. Quanto tempo leva para a visão voltar ao normal após a cirurgia? A melhoria da visão está diretamente relacionada com a intensidade da inflamação do olho ao procedimento cirúrgico. A resposta inflamatória pode se manifestar com intensidades diferentes dependendo do grau evolutivo em que se encontrava a catarata e as condições de recuperação da córnea, retina e demais estruturas oculares do paciente. Diabetes e outras alterações também podem interferir na recuperação. É comum a visão ficar embaçada nos primeiros dias de pós-operatório. Havendo pouca ou nenhuma inflamação a visão se recupera rapidamente.

 

25. Existe risco da catarata voltar após a operação? Não. Uma vez retirada e substituída por uma lente intraocular, a catarata não voltará mais. O que pode ocorrer em alguns casos é um processo de fibrose na membrana que serve como suporte para lente intraocular. Dependendo da intensidade dessa fibrose a membrana pode se tornar opaca prejudicando a visão. Para resolver essa opacidade é recomendo um procedimento denominado de capsulotomia por Yag LASER. Este procedimento é realizado em caráter ambulatorial, é indolor e, quando indicado, traz melhora significativa da visão

Doenças como glaucoma e diabetes também podem favorecer o surgimento de catarata.

#clinicabordin #bordinoftalmologia #catarata

Fonte: site BRASCRS

Fotografia: Istockphoto

Ceratocone: a doença da córnea

A doença inicia-se geralmente na adolescência e leva a distorção das imagens.

 

O que é ceratocone?

É uma doença da córnea tipo ectasia, na qual a córnea aumenta sua curvatura de forma irregular e assume formato de cone. Esta alteração causa astigmatismo com irregularidade, o que leva a distorção das imagens e determina limitação para a eficiência das lentes esfero-cilíndricas de óculos. Apesar do ceratocone poder levar a uma acentuada perda de visão, raramente leva a cegueira.

 

 

O ceratocone ocorre por perda da rigidez do estroma da córnea, num processo de falência biomecânica que cursa com afinamento e protrusão da região central ou para-central. A doença é bilateral (acomete ambos os olhos) e tem caráter progressivo, porém é comum haver assimetria entre os olhos (um dos olhos ser mais acometido). Inicia-se geralmente na adolescência, afeta um pouco mais as mulheres do que os homens, e evolui geralmente até 30 ou 35 anos, quando geralmente ocorre uma estabilização natural.

 

Sintomas

O principal sintoma é o embaçamento e distorção da visão. Em geral, ocorre miopia e astigmatismo, que aumentam levando a uma necessidade de troca frequente de óculos. Estes deixam de fornecer uma visão adequada devido a irregularidade, de acordo com a progressão da doença. O ceratocone é tipicamente indolor e não inflamatório (não deixa o olho vermelho). Coceira nos olhos é frequente pois há grande associação com alergia ocular. Entretanto, o ceratocone pode ser diagnosticado em fase inicial da doença em pacientes assintomáticos (sem sintomas ou queixas).

 

Como prevenir o Ceratocone

Infelizmente, não há maneiras de prevenir o surgimento do ceratocone. Existe associação com fatores hereditários e genéticos, porém ainda não há testes genéticos para diagnóstico da doença.

Sabemos que a progressão da doença está relacionada ao trauma contínuo. Com isso, o hábito de coçar os olhos deve ser evitado, pois é o fator de risco mais bem definido para o aparecimento ou agravamento da doença. O diagnóstico em fases precoces da doença ou a identificação de indivíduos mais susceptíveis (com maior predisposição) é importante para direcionar a orientação para não coçar os olhos e tratar a alergia ocular que pode estar associada.

 

Como tratar

O tratamento é feito de acordo com o estágio do ceratocone, com o grau de irregularidade existente e com características gerais de cada paciente. A orientação do paciente e da família são aspectos fundamentais do tratamento. O tratamento da alergia ocular é fundamental e a orientação de não coçar os olhos.

Na fase inicial, a prescrição de óculos pode reestabelecer a visão de forma eficiente. Em fases mais avançadas, devido à irregularidade, os óculos não são mais eficientes. Nessa fase, a adaptação de lentes de contato especiais é capaz de promover boa visão.

Nos casos em que nem os óculos, ou as lentes de contato permitam uma visão satisfatória, recorre-se ao tratamento cirúrgico. Outra indicação de cirurgia seria a progressão da doença documentada por exames sequenciais.

#clinicabordin #bordinoftalmologia #ceratocone

Fontes: Site BRASCRS e Tudosobreceratocone

Imagens: Konno Oftalmologia e Instituto Panamericano da Visão

Cirurgia Refrativa

Conheça um pouco sobre a técnica cirúrgica

 

Refração é o estudo da passagem da luz de um meio para outro. Meios diferentes determinam comportamentos diferentes da luz.

Quando a luz entra no olho, ela também sofre o fenômeno da refração (mudança de meios: da atmosfera para o interior do olho). O estudo da refração do olho é utilizado para verificar se aquele olho está com a focalização adequada e assim possibilitando imagens nítidas. Um olho que não consegue focalização adequada e portanto com imagens sem nitidez é portador dos chamados vícios de refração. Os vícios de refração são mais comumente conhecidos como miopia, hipermetropia e astigmatismo.

Cirurgia refrativa são os procedimentos cirúrgicos que visam a mudança da refração dos olhos e conseqüente correção dos vícios de refração (miopia, hipermetropia e astigmatismo).

 

Quem pode fazer a cirurgia

Potencialmente qualquer pessoa que for portadora de vícios de refração (miopia, hipermetropia e astigmatismo).

A cirurgia é indicada para pessoas a partir dos 18 anos, quando é esperada a estabilização do grau. Após os 40 anos, somam-se ao grau de longe e de perto (presbiopia ou vista cansada), devendo-se considerar nesse caso, a possibilidade do uso de óculos para leitura. Pode-se, ainda, fazer cirurgia em báscula (um olho para longe e outro para perto), o que possibilita menor dependência de qualquer tipo de correção.

 

Cirurgia refrativa personalizada

Duas pessoas com o mesmo peso não têm necessariamente o mesmo biotipo ( uma pessoa mais baixa e troncuda pode ter o mesmo peso que outra pessoa mais alta e magra). Dois olhos com o mesmo vício de refração (os comumente chamados “graus” de miopia, hipermetropia ou astigmatismo), não serão necessariamente iguais quanto a outros parâmetros oculares como curvatura, comprimento, etc.

A cirurgia refrativa tradicional apesar da alta tecnologia, corrige os graus sem levar em conta a individualidade dos olhos.

A cirurgia refrativa personalizada não se restringe apenas à correção dos vícios de refração, mas avalia as características individuais de cada olho (personalização) para a programação cirúrgica específica.

 

A técnica cirúrgica

Dependerá de cada indicação cirúrgica. Pode ser utilizado o excimer laser com suas duas modalidades, PRK ou Lasik e também implante de lentes intra-oculares.

No PRK o laser é aplicado direto na superfície da córnea e a recuperação visual é mais lenta que o Lasik. O Lasik consiste numa delaminação da córnea e aplicação do laser no seu interior. O implante de lentes intra-oculares é indicado quando a córnea não oferece condições para a cirurgia refrativa.

#clinicabordin #bordinoftalmologia #cirurgiarefrativa

Fonte: BRASCRS

Fotografia: Instituto de olhos

Lentes de contato

A adaptação de lentes de contato é um processo contínuo

 

Uso lentes de contato, por que devo voltar ao Médico Oftalmologista?

O acompanhamento do paciente que usa lentes de contato é fundamental.

Uma avaliação de rotina a cada ano se faz necessária para verificar se as lentes não estão provocando nenhum tipo de alteração no olho, mesmo que sejam leves e pouco perceptíveis.

Na anamnese do usuário de lentes, o oftalmologista conseguirá ver se o paciente descarta suas lentes corretamente, se usa as horas recomendadas, se lava as lentes corretamente, e o estojo.

Investiga-se também, presença de sintomas: Se o paciente sente coceira, secreção, lacrimejamento, ardor, se tem olho vermelho, visão turva, sensação de cisco, etc….

A cada retorno, além da anamnese o oftalmologista irá avaliar:

• Os olhos do paciente e as lentes nos olhos : Posicionamento, mobilidade, o piscar, presença de edema, novos vasos e exame detalhado na lâmpada de fenda. • Qualidade da visão (visão/sobre-refração…) • Avaliação da córnea, das pálpebras, da parte interna das pálpebras, da lágrima entre outras avaliações.

 

Importante lembrar o paciente que a adaptação de lentes de contato:

• É um processo contínuo • Exige retornos e paciência (importante ver o paciente com lentes e sem as lentes) • Uma lente adaptada hoje pode não ser satisfatória amanhã

 

Há necessidade de se de se rever, em todos os retornos:

• Cuidados de assepsia das lentes e estojo • Relembrar os sinais de perigo • O que fazer em casos de desconforto ocular com as lentes

Paciente bem orientado e consciente tem menos chance de complicações oculares com as lentes.

Fonte: SOBLEC