O Dia Mundial do Glaucoma é uma oportunidade para lembrar da importância do diagnóstico precoce de uma doença que, na maioria das vezes, evolui de forma silenciosa e pode comprometer a visão de forma irreversível.
Justamente por não apresentar sintomas nas fases iniciais, o glaucoma é considerado uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. A boa notícia é que, quando identificado precocemente e acompanhado de forma adequada, é possível controlar sua evolução e preservar a visão.
O que é o glaucoma?
O glaucoma é uma doença ocular caracterizada pelo dano progressivo ao nervo óptico, estrutura responsável por levar as informações visuais dos olhos até o cérebro.
Na maioria dos casos, esse dano está associado ao aumento da pressão intraocular, embora a doença também possa ocorrer em pacientes com pressão ocular dentro dos valores considerados normais.
Sem tratamento, o glaucoma pode causar perda progressiva do campo visual e, em estágios avançados, levar à cegueira.
Por que o glaucoma preocupa tanto?
O principal desafio do glaucoma é que ele costuma evoluir sem provocar sinais de alerta.
Na maioria dos pacientes, não há dor, vermelhidão ou alterações perceptíveis na visão durante as fases iniciais da doença.
Quando a visão começa a falhar, o comprometimento do nervo óptico já pode ser significativo.
Além disso, a perda visual causada pelo glaucoma é irreversível. Ou seja, o tratamento não recupera a visão perdida, mas tem como objetivo impedir ou retardar a progressão da doença.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o glaucoma está entre as principais causas de cegueira no mundo, reforçando a importância do diagnóstico precoce.
Como prevenir a perda da visão causada pelo glaucoma?
Embora não seja possível evitar o surgimento da doença em todos os casos, é possível prevenir a cegueira causada pelo glaucoma por meio do diagnóstico precoce e do tratamento adequado.
Como explica o Dr. Eduardo Bordin:
“É possível prevenir a cegueira causada pelo glaucoma com diagnóstico precoce e acompanhamento adequado. O tratamento pode incluir colírios, laser ou cirurgia, dependendo de cada caso. Quanto antes identificado, maiores as chances de preservar a visão.”
O acompanhamento oftalmológico permite monitorar a pressão intraocular, avaliar o nervo óptico e realizar exames específicos capazes de identificar alterações antes mesmo do aparecimento dos sintomas.
Quem deve ter atenção redobrada?
Embora qualquer pessoa possa desenvolver glaucoma, alguns fatores aumentam o risco da doença.
Entre eles, destacam-se:
- Pessoas com mais de 40 anos;
- Histórico familiar de glaucoma;
- Pressão intraocular elevada;
- Outras condições identificadas durante a avaliação oftalmológica.
Nesses casos, as consultas periódicas tornam-se ainda mais importantes para permitir o diagnóstico precoce e o acompanhamento contínuo.
Cuidar da visão é preservar qualidade de vida
O glaucoma não avisa quando começa.
Por isso, não espere o aparecimento dos sintomas para procurar um oftalmologista.
Consultas regulares, avaliação da pressão intraocular e exames específicos são fundamentais para identificar a doença precocemente e preservar a visão ao longo da vida.
Cuidar da saúde ocular é preservar autonomia, qualidade de vida e bem-estar.