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A importância do piscar de olhos

Muitas frases são usadas mencionando os olhos e a visão. Mas porque?

Talvez porque 85% do nosso contato com o mundo ocorre pela visão.

 

O ato de “piscar” – fechar e abrir rapidamente os olhos – o movimento das pálpebras, que ocorre normalmente de forma involuntária, tem importância fundamental para a nossa saúde ocular. O piscar é responsável pela distribuição da lágrima sobre a superfície ocular, contribuindo com a integridade da córnea e conjuntiva.

O filme lacrimal protege a superfície ocular da influência ambiental e minimiza danos decorrentes à exposição. Cada espécie animal tem um ritmo de piscar.

 

O ser humano pisca em média 20 vezes por minuto.

Considera-se piscar involuntário, o que ocorre espontaneamente e o voluntário, o que depende da vontade do indivíduo. O piscar involuntário é dividido em piscar espontâneo, que ocorre, em intervalos constantes e em reflexo, que ocorre em resposta a um estímulo externo da córnea.

 

O piscar involuntário dura em média 200 milésimos de segundo, sendo influenciado por inúmeras condições, como luminosidade local, temperatura, velocidade das correntes de ar, patologias oculares e pelo nível de atenção.

O ato de piscar ritmado e completo, é importante para eliminar corpos estranhos, distribuir e manter o filme lacrimal.

O piscar é dito completo, quando a pálpebra se fecha totalmente, ocultando o bulbo ocular; por outro lado, o piscar é chamado incompleto quando esta oclusão ocorre parcialmente.

Durante o ato de piscar, a transmissão de informações visuais é interrompida, assim como não há a entrada de luz nos olhos.

Ao piscar, algumas atividades cerebrais são interrompidas. Por essa razão, a pessoa não consegue notar que momentaneamente ficou em um total escuro.

O ato de piscar possui ainda outra função: a de preparar a mente humana para uma nova tarefa. Segundo os pesquisadores, o ato de piscar seria como uma pausa para renovar a atenção e aconteceria em momentos oportunos, como ao final de uma frase.

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Bibliografia consultada:

  • Takahagi RU, Gonçalves F, Yamamoto RK, Viveiros MMH, Schellini AS, Padovani CR. Ritmo de piscar em portadores de pterígio antes e após a exérese. Arq. Bras. Oftalmol. 2008 ; 71: 381-384.

  • Kara-José N; Rangel FF; Panetta H; Barbosa NLM. Alterações corneanas devidas a oclusão palpebral incompleta durante o sono. Rev Bras Oftalmol . Rio de Janeiro, 2008; 39:37-48.

  • https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/biologia/o-ato-piscar.htm

Autoria: Regina Carvalho e Dr Newton Kara José

Fotografia: “Blink” – Bob Orsillo